[abaixo um excerto de reportagem retirada da página electrónica de «O Sol»]
[...]
O Mayday é uma iniciativa apartidária com uma organização informal, explica Gillot: «Partiu de movimentos já existente nas faculdades – mas não associações académicas – como o ATTAC [Associação para a Taxação das Transacções Financeiras para a Ajuda aos Cidadãos]. Depois juntaram-se outros como os Panteras Rosas [Frente de combate à Homofobia], SINTTAV [Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual] e FERVE [Fartos d’Estes Recibos Verdes]».
Actriz desempregada, Catarina Príncipe faz parte desta última associação. Veio de propósito do Porto, onde é a sede deste grupo ainda não oficializado, para Lisboa a uma manifestação que considera «importante» e por «solidariedade à causa».
A ‘causa’, explica, é a «quantidade de estudantes que têm de ir para call centers para pagar os cursos e que quando saem das faculdades têm de lá voltar porque não arranjam trabalho».
Foi o que fez Markus Almeida: «Quatro anos de curso, quatro call centers diferentes». A finalizar o curso de História Contemporânea no ISCTE, o jovem de 23 anos ironiza, entre gargalhadas: «Posso vir a ficar permanentemente em trabalho temporário».
Para a organização do Mayday a precariedade no trabalho tem a particularidade de não depender da formação. A manifestação foi «tanto pelo telemarketeer que tem contratos de 15 dias, como pelo bolseiro de ponta que tem contratos de seis meses».
Pela rua foram entoados cânticos que aludiam à exploração dos jovens trabalhadores. Os cartazes incluíam frases como «trabalho temporário = máfia» ou o mais original «licenciado em engenharia, empregado do mês num call center».
[...]
2 comentários:
apaguei o comentário anterior porque me enganei (não tinha ampliado as fotos). Emendo:
"Vi na televisão e gostei bastante!
Azar o meu que não pude andar por aí a fotografar! É muito importante retratar todas as situações!
Grande abraço e solidariedade para MAYDAY. Estamos cá."
Enviar um comentário